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Rick

Em casa novamente. Eu gosto de estar aqui quando posso. Hoje vim pensando em escrever sobre a morte de Richard Wright, homem dos teclados do Pink Floyd. Morreu jovem (tinha apenas 65 anos) e em quieto desespero, na luta contra um câncer não anunciado. Pensei em fazer uma homenagem, dessas que são feitas na tristeza do momento, emocionadas e geralmente exageradas, mas desisti. É mais divertido especular e fica menos forçado. Afinal, onde estará Rick neste momento?

Os mais apressados poderiam dizer que está junto com Syd Barret em algum canto psicodélico do lado escuro da lua, mas Rick era completamente diferente de Syd. Outros arriscariam que ele está no paraíso, tocando The Great Gig in The Sky, finalmente no lugar certo. Eu diria que não deve ser nada tão óbvio. Ídolos não fazem coisas óbvias e geralmente não acabam no paraíso. Imagino que, esteja onde estiver, respira finalmente o ar puro de não ser mais inglês, sem medo de se importar.

O tempo passou devagar para Rick, mas parou muito rápido, antes da hora normal. Nem sei o que ele andava fazendo nestes longos tempos de recesso Floydiano. Talvez estive se preparando para seu eclipse, talvez estivesse aprendendo a tocar bateria com o Nick Mason, sei lá. Só sei que fiquei triste e, antes que comece a exagerar e ficar emotivo, vou parando por aqui. Como Rick sempre cantava, “The time is gone, the song is over, thought I’d something more to say”.

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