Pular para o conteúdo principal

Fim de semana

O fim-de-semana começou e terminou com teatro. O recheio foi de moqueca e uma caminhada de duas horas e meia, mas o teatro foi o grande evento. As duas peças foram muito interessantes e completamente diferentes uma da outra. A primeira, “Temporada de Gripe”, é um drama sobre a vida e os relacionamentos que a compõe. O grande lance é que o prólogo e o epílogo fazem parte da peça como personagens, criando as situações mais interessantes das duas horas de espetáculo. A outra peça é uma adaptação de uma história antiga chamada “O Inspetor Geral”. Escrita na Rússia em mil oitoscentos e alguma coisa, é uma comédia excelente e muito bem montada.
E o recheio? Bem, o recheio como sempre foi fantástico. A moqueca causou alguns problemas, já conhecidos de todos os que se aventuraram na culinária nordestina sem muita cautela. De qualquer forma, nada que não mereça replay. Logo depois desta aventura gastronomica, a grande loucura da tarde foi uma caminha de uns dez quilômetros. Duas horas e meia de puro sofrimento. É claro que valeu a pena, pelo menos para diminuir a culpa da moqueca. Não que a moqueca tenha culpa.
No Domingo, nada de especial. Programas caseiros típicos como assistir os velhos episódios de “Friends”, brincar com a guitarra e dormir bastante. E, é claro, a ressaca da moqueca e a expectativa do “Inspetor Geral”.
De qualquer forma, foi mais um típico fim-de-semana curitibano. Daqueles no qual se faz de tudo para esquecer que aqui não tem praia, o clima é uma porcaria e o povo dirige muito mal. Muito bom como sempre.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Despertadores

Eu não sou exatamente um cara místico, que acredita muito em que tudo acontece por um motivo e tal. Ou pelo menos não era até ter meu filho e começar a me aproximar da meia idade. Agora, de verdade, meu velho ter perdido a hora no meu primeiro dia de aula em um novo colégio sempre fez meu ceticismo cair de joelhos, por assim dizer. Explico. Meu velho nunca perde a hora. Pelo contrário, a hora é que perde ele. Sempre agitado, ligadão, a mil por hora, quais eram as chances dele dormir demais no primeiro dia de aula de dois dos seus três filhos no colégio novo? Bom, alguma chance deveria ter, pois foi o que aconteceu. E esse pequeno deslize foi o que salvou a minha vida, sem exageros. Como cheguei atrasado, as carteiras próximas aos meus colegas do antigo colégio já estavam todas tomadas. Sobrou um lugar do outro lado da sala de aula, bem no meio de três figuras lendárias da cidade. Para um piá de prédio, patologicamente tímido, vindo de um colégio de filhinhos de papai, sentar no meio ...

Dionatan

Oi, meu nome é Dionatan. Minha mãe diz que tirou ele de um programa antigo de televisão. Deve ser do mesmo programa que ela tirou o nome da minha irmã, Dieniffer. Vai saber, minha mãe não é muito normal. Eu tenho onze anos, e quando tinha nove ganhei este computador do meu pai, que ele comprou parcelado em 24 vezes nas Casas Bahia. Meu pai diz que eu sou a esperança da família. Eu já tenho 359 amigos no Orkut, 225 no Facebook e 130 seguidores no Twitter. Estou começando a montar um perfil no MySpace para minha banda The Subtitles . O tio de um amigo meu do Orkut que inventou esse nome, mas eu nem sei o que significa. Também não tem problema, a banda ainda nem existe mesmo. Na verdade eu nem conheço esse meu amigo ainda, mas ele é muito amigo mesmo, do peito como diria meu pai. O zuzu99 é muito legal. Ele vai ser o baterista da banda. Acho que a última vez que vi minha irmã foi no Domingo passado, o que não quer dizer nada, pois nos falamos todos os dias pelo Messenger. Ela também tem...

Seagazer

Como ser humano assumida e eternamente perplexo com a grandeza e as maravilhas do oceano, sempre percebo quando estou diante de um semelhante. Nós, os Seagazers , somos facilmente reconhecíveis. É só prestar atenção aos braços largados ao lado do corpo (ou as mãos dadas atrás das costas, uma variação que, à exceção do físico prejudicado e do fato de não usarmos sungas vermelhas, pode faze-lo nos confundir com salva-vidas prontos para a ação), ao olhar fixo no horizonte oceânico, às pernas um pouco espaçadas e a uma leve inclinação a sair nadando até desaparecer. No meu caso específico – pois não sou um porta-voz da nossa espécie, ou algo do tipo – se tiver um par de fones brancos no ouvido, com, por exemplo, Stargazer (um tipo mais conhecido mas não menos esquisito de Gazer ) do Mother Love Bone tocando, ainda melhor. Pode ser também a Oceans do Pearl Jam . Hoje, curtindo o último dia de férias na praia, descobri um novo membro do nosso seleto grupo de lunáticos. Meu filho. Ele te...